Alimentação da lactante X cólicas do bebê: existe mesmo essa relação?

Atualizado: 20 de out.

Elas geralmente começam por volta das duas semanas de vida do bebê e, na maioria dos casos, diminuem à medida que a criança cresce e seu aparelho digestivo se torna mais desenvolvido.


Enquanto isso não acontece, vêm as crises de choro - que geralmente ocorrem no final da tarde ou à noite - acompanhadas de gritos agudos, punhos cerrados, corpo tenso, joelhos voltados para a barriga, etc.

E antes de mais nada, aqui vai um aviso muito importante: é normal o bebê ter cólicas. Sim, normal. Acredite! E essas dores acontecem justamente por conta da imaturidade intestinal da criança, que ainda está em desenvolvimento. Logo, não vai ser deixando de comer praticamente tudo que nós iremos resolvê-las. Mas, por outro lado, existem sim alguns alimentos que podem piorar as crises. E nós vamos falar deles um pouco mais para frente.


Logo, o que precisamos ter em mente desde o início? Que cada caso é um caso e que precisamos redobrar nossa atenção para entendermos quais são os alimentos que causam mais desconforto no nosso bebê.


Por isso, se você, mamãe, acha que em alguns dias as cólicas estão piores do que em outros, comece a fazer um diário alimentar. Anote tudo o que você comeu e vá observando quais são os pontos de convergência dessa tabela. Reparou que nos dias em que você comeu o item A, as cólicas foram mais intensas? Sinalize e coloque como ponto de atenção. Faça isso diariamente para que você possa estabelecer uma correlação entre as dores e os alimentos. Feito isso, procure um profissional da área de nutrição para que ele te oriente em como passar por esse período e o que fazer.


Cuidado: nunca exclua tudo sozinha. A fase da amamentação é um período de grande gasto calórico e nutricional. E, por isso, é de suma importância que você esteja bem alimentada e nutrida para não apresentar deficiência de vitaminas importantes.

Vamos lá, então, para alguns alimentos que podem interferir nas cólicas infantis. São eles:


Leguminosas. Ex: feijões, ervilha, lentilha

Esses alimentos costumam causar desconforto até mesmo em nós, adultos. Para driblar isso é importante deixarmos os grãos de molho por pelo menos 12 horas, para que os fatores causadores dos gases intestinais sejam eliminados. Adicionar uma folha de louro no cozimento também auxilia.


Alimentos lácteos. Ex: leites e derivados

Também podem trazer problemas devido ao processo de fermentação. Nesse caso, o mais indicado é reduzir o consumo e fazer um rodízio, para que não haja a ingestão de leite, iogurte e queijo, por exemplo, tudo no mesmo dia.


Trigo e Açúcar

Também podem servir como gatilhos para a piora dos casos de dor. Quando possível, vale evitar.

Cebola e Alho

Se usados em excesso, também geram fermentação e causam a piora das cólicas.


No mais, alguns chás naturais como os de erva doce, funcho e camomila podem ser tomados pela mãe para, de quebra, ajudar nas cólicas do bebê. Mas tenha sempre em mente que o mais importante é buscar acompanhamento profissional para traçar estratégias verdadeiramente efetivas para o seu caso.


E, acima de tudo, tente manter a calma.

A gente sabe que é um período super desgastante e cansativo, onde você ainda está se acostumando com uma nova realidade, com uma nova rotina, mas isso também vai passar.


Busque ficar com o bebê em um ambiente com pouca luz, pois isso também ajuda a deixá-los mais tranquilos, recorra aos banhos de imersão, para facilitar a eliminação dos gases, e não deixe de dar muito colinho, barriga com barriga.


Assim como a gente, tudo o que o seu bebê mais precisa é de acolhimento! E ninguém melhor do que você para proporcionar isso a ele.


Ficou com alguma dúvida? Manda uma mensagem pra gente ou deixe o seu comentário. Vai ser um prazer te ajudar a esclarecer alguns questionamentos sempre tão comuns nessa fase. Caso você prefira, aproveite que nossa agenda está aberta e com atendimentos online e marque a sua consulta. Estou sempre à disposição.

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