Diabetes Gestacional: será que cortar carboidratos é a solução?

Atualizado: 15 de set.

Alvo de questionamentos frequentes durante os atendimentos nutricionais, a diabetes gestacional (DG) nada mais é do que o aumento nos níveis de açúcar no sangue durante a gravidez.



Segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Diabetes, o problema afeta, em média, até 10% das mulheres grávidas a cada ano e está associado ao aumento dos hormônios reguladores da insulina, que ocorre principalmente pela carga de estresse proveniente das mudanças no organismo decorrentes da gravidez. No entanto, fatores genéticos ou ambientais também podem contribuir para seu surgimento.


E embora a tendência seja de desaparecimento da doença após o parto, durante a gestação ela pode afetar a saúde do seu bebê, causar complicações na gravidez e aumentar o risco da criança desenvolver diabetes tipo 2 mais tarde. Por isso, é fundamental monitorar os índices de glicemia e cuidar da alimentação para garantir que você e seu filho permaneçam saudáveis.


Como diagnosticar o problema


Por ser uma doença silenciosa, a maioria das mulheres só descobre que tem DG durante a triagem de rotina no pré-natal. E a partir daí, o acompanhamento nutricional se torna imprescindível para que você possa continuar fornecendo os nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança, sem comprometer seus índices glicêmicos.


Algumas pacientes, no entanto, podem apresentar pequenos indícios de que os níveis de açúcar no sangue estão muito altos, como:


  • aumento da sede

  • necessidade de fazer xixi com mais frequência do que o habitual

  • boca seca

  • cansaço


Também é importante frisar que esses sintomas são bem genéricos e podem ser comuns durante a gravidez, mesmo quando não há um sinal de diabetes gestacional. Por isso, fazer os exames de rotina e conversar com os profissionais que acompanham o seu pré-natal é fundamental.


Fatores de risco para a diabetes gestacional


Como dissemos acima, qualquer mulher pode desenvolver diabetes gestacional durante a gravidez, mas você o risco é maior se você se encaixa em algum desses grupos abaixo:


  • seu índice de massa corporal (IMC) está acima de 30

  • você já teve um bebê que pesava 4,5 kg ou mais ao nascer

  • você teve diabetes gestacional em uma gravidez anterior

  • seus pais ou irmãos tem diabetes

  • pressão alta

  • gestação em idade avançada


Neste caso, é importante informar o seu médico e fazer o acompanhamento necessário durante toda a gestação, com apoio de uma nutricionista, para garantir que sua taxa de glicemia se mantenha dentro do normal.


Como tratar


Um dos erros mais comuns nestes casos é a paciente receber o diagnóstico e, para resolver o problema, simplesmente decidir cortar os carboidratos da dieta.


Na verdade, se você tem DG, o que vai ajudar a controlar seus sintomas sem a necessidade de medicação é uma dieta saudável e balanceada. Ou seja, algo que seja rico em proteínas, sim, mas que também inclua a quantidade certa de carboidratos e gorduras, principalmente o que chamamos de carboidratos complexos, que são legumes, grãos inteiros e vegetais ricos em amido, como batata-doce e abóbora, por exemplo.


Ah, e não se esqueça das fibras. Elas são extremamente importantes para o controle da diabetes gestacional.


Confira abaixo uma lista com 10 alimentos ricos em carboidratos complexos e que não precisam ser excluídos da sua dieta:


  • Grão de bico

  • Batata Doce

  • Feijão preto

  • Quinoa

  • Arroz Integral

  • Lentilha

  • Aveia

  • Centeio

  • Cenoura

  • Amendoim


Como sempre falamos por aqui, a palavra-chave para o sucesso de qualquer tratamento é "equilíbrio". Mesclando os alimentos certos nas proporções adequadas é possível contornar o problema com total segurança para você e para o seu bebê. Principalmente se você tiver o apoio de um profissional da área de nutrição para te ajudar. Portanto, não se desespere!

 

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