Nutrição para Gestantes

Grávida brasileira na Europa: o que muda no pré-natal e no prato

Quem engravida na Europa encontra um pré-natal público bem organizado, mas com regras que mudam de um país para o outro: o iodo e a vitamina D, por exemplo, são suplementados em alguns lugares e em outros não. No prato, a atenção vai para os embutidos curados, os queijos de leite cru e o peixe cru, e o feijão costuma estar na mercearia brasileira mais próxima.

Aqui eu junto o que vale para Portugal, Espanha, Itália, Irlanda, Reino Unido e Alemanha.

Como funciona o pré-natal em seis países

Em todos eles, a gravidez de baixo risco é acompanhada na atenção primária, e a maternidade entra perto do parto ou quando surge algum risco.

Meu conselho prático: peça cópia dos seus exames e guarde tudo junto. Se você mudar de país ou quiser uma segunda opinião, isso economiza semanas.

Ácido fólico: o ponto em comum

Aqui os países concordam. Portugal, Reino Unido, Irlanda, Itália e Alemanha recomendam suplemento de 400 µg de ácido fólico por dia, de preferência começando antes da gravidez e mantendo pelo menos até a 12ª semana. Algumas mulheres precisam de dose maior, como quem tem diabetes ou teve um bebê com defeito do tubo neural, e a dose também muda para quem começou tarde. Quem define é o médico.

Iodo: aqui os países discordam

O iodo é essencial para a tireoide da mãe e para o cérebro do bebê, e cada país resolve a questão de um jeito:

No Brasil, o sal de cozinha é iodado por lei, e por isso o iodo raramente aparece na conversa do pré-natal. Fora daqui, vale olhar o rótulo do sal e perguntar ao seu médico se o suplemento faz sentido para você. Quem tem doença da tireoide não deve tomar iodo por conta própria. E algas, só com moderação: a DGS não recomenda a alga hijiki na gestação, pelo excesso de iodo e de metais pesados.

Vitamina D, inverno longo e pouco sol

Quem sai do Brasil para o norte da Europa sente a diferença: no inverno, o sol é fraco demais para a pele produzir vitamina D.

Nos outros países, quem decide é o seu médico, olhando o seu exame.

Embutidos, queijos e peixe: o que muda no prato

A Europa é a terra do presunto cru e do queijo artesanal, e é justamente aí que a gestante precisa de mais cuidado.

Onde achar comida brasileira

Nas cidades com muitos brasileiros, como Lisboa, Porto, Londres, Dublin e Barcelona, as mercearias brasileiras costumam ter feijão preto, farinha de mandioca, polvilho e goma de tapioca. Fora delas, algumas trocas funcionam bem:

O arroz com feijão continua sendo uma ótima base na gravidez: ferro, fibra e proteína no mesmo prato. Se você ainda tem dúvida sobre quanto comer, leia engravidei, preciso mesmo comer por dois?.

Para fechar

A base é a mesma em todo lugar: ácido fólico desde cedo, comida bem cozida, peixe com pouco mercúrio e atenção ao iodo e à vitamina D. Os outros temas da gravidez estão na página de nutrição para gestantes.

Se você mora na Europa e quer ajuda para montar o prato com o que encontra no mercado daí, eu atendo por vídeo, em português: agende a sua consulta.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com o seu médico, a sua parteira ou a nutricionista que acompanha a sua gestação.

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Gestar longe de casa fica mais simples quando quem está do seu lado sabe o mesmo que você: o parceiro, a mãe que veio ajudar, a amiga brasileira da cidade. Mande este guia para essa pessoa, assim vocês vão às consultas com as mesmas perguntas.

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