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Pirâmide alimentar: como ela pode te ajudar a montar pratos mais saudáveis

Atualizado: 21 de mar.

Com certeza em algum momento da vida você já se deparou com a representação gráfica da pirâmide alimentar. A versão brasileira foi criada em 1999 por pesquisadores da Universidade de São Paulo, após uma adaptação da pirâmide americana, desenvolvida em 1992.

De modo geral, podemos dizer que essas pirâmides alimentares servem para ajudar as pessoas a construírem uma dieta balanceada e variada, englobando diferentes grupos de alimentos e consumindo-os nas proporções corretas.


Aqui no Brasil, principalmente, onde temos acesso a uma imensa gama de alimentos, tirar proveito dessa oferta variada é fundamental. Isso porque cada grupo de alimentos irá fornecer um tipo de combustível e nutrientes necessários para uma boa saúde e é exatamente isso que a pirâmide nos ajuda a visualizar de forma didática.


As camadas da pirâmide

Como podemos ver acima, a pirâmide alimentar é dividida em camadas de tamanhos variados que representam diferentes grupos de alimentos, da base para cima:

  • Alimentos ricos em amido: pão, cereais e batatas

  • Frutas e vegetais

  • Proteínas: carne, peixe, ovos e leguminosas

  • Leite e alimentos lácteos

  • Gorduras e açúcares

Partindo dessa representação, fica muito simples entender como a nossa alimentação deve ser formada: os alimentos mais próximos da base são aqueles que devem estar presentes em maior quantidade no nosso dia a dia; enquanto os que estão no topo da pirâmide são os que devem ser consumidos com moderação.


Abaixo, vou listar alguns benefícios de cada um desses grupos alimentares, para facilitar ainda mais a compreensão de vocês.


Cereais - trabalhados junto com as leguminosas, formam uma proteína de alto valor biológico. Não é à toa que o arroz com feijão é tão famoso e querido.

Além do mais, fornecem energia para o nosso corpo funcionar, ajudam a proteger os músculos, regulam a pressão arterial e reduzem o colesterol.


Verduras, legumes e frutas - ricos em vitaminas e minerais, também possuem muitas fibras. Por isso, contribuem para manter a nossa boa saúde e ajudam na formação do bolo fecal. Além disso, as frutas também fornecem energia, ajudando no funcionamento do nosso cérebro. O segredo é incluir no cardápio uma boa variedade de opções diariamente. Por que não ver quantas cores diferentes você pode colocar em seu prato em cada refeição?


Leguminosas - fontes de proteína, ajudam a fortalecer nossos músculos, além de serem ricas em minerais.


Carnes/ovos e peixes - também excelentes fontes de proteína, fazem parte do grupo dos construtores. Os peixes ainda oferecem gordura boa para o nosso organismo. Por estarem no centro da pirâmide, você deve consumir uma quantidade moderada em cada refeição.


Laticínios - Os laticínios também estão no centro da pirâmide alimentar e, portanto, devem ser consumidos em quantidades moderadas. Escolha entre uma mistura de leite, queijo, iogurte, por exemplo.


Por último estão as gorduras como o azeite, por exemplo, que além de conferirem energia e um adicional calórico, são veículos importantes para as vitaminas que tem afinidade com gordura. No entanto, tente evitar ao máximo as saturadas, que podem aumentar o colesterol e ser prejudiciais à saúde.


Ah, e não podemos esquecer da água, que embora não faça parte da pirâmide, é fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo e para que as fibras cumpram seu papel adequadamente.


E você, já tinha prestado atenção na pirâmide alimentar antes? Se você não tem certeza de que está comendo as frutas e vegetais de que precisa ou acha que sua dieta é pouco rica em alguma categoria específica, essas orientações podem te ajudar a se manter no caminho certo.

 
Mas lembre-se: embora sejam um excelente parâmetro para compreendermos o que é uma alimentação saudável e equilibrada, as pirâmides alimentares não substituem o acompanhamento com um nutricionista. Isso porque as pessoas possuem necessidades específicas muito diferentes, que variam de organismo para organismo, e precisam ser identificadas através de exames. E, neste caso, apenas um profissional vai conseguir te ajudar a definir o cardápio ideal para você. Combinado?
 

Qualquer dúvida, pode deixar nos comentários.

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